Morre em São Sebastião Álvaro Dória Orselli, o “Caiçara Nato e Sensato”


Postado em: 13/06/2018

Um dos caiçaras mais tradicionais de São Sebastião, Álvaro Dória Orselli, morreu aos 86 anos na madrugada desta quarta-feira (13), no Hospital de Clínicas da cidade, onde estava internado há mais de uma semana devido a complicações causadas por uma pneumonia.

O velório terá início a partir do meio-dia no Velório Municipal e o enterro está previsto para as 9 horas de quinta-feira (14).

Filho de Jácomo Orselli e Maria Evangelista de Oliveira Dória, deixa a esposa, a professora Mariza Paiva Dória Orselli, com quem teve seis filhos: Álvaro, Miriam (falecida), Estela, Sara, Lauro e Carolina.

Trabalhou por muito tempo nos Correios, mas suas paixões, além da família, foram o esporte e o jornalismo.

Era conhecido como um grande nadador, que participava de diversas provas natatórias entre São Sebastião e Ilhabela. Era comum vê-lo caminhando até a Praia Grande para praticar seu esporte favorito.

Foi correspondente da Folha de São Paulo (1960 a 1963) e do Estado de S. Paulo (1967 a 1988), além de colaborar com diversos jornais locais. Escreveu dois livros sobre “causos” de São Sebastião, que sempre gostava de contar.

Alvinho teve participação política na cidade. Foi eleito vice-prefeito de Gil Pacini no período de 1960 a 1963. Naquela época, as eleições de prefeito e vice eram independentes. Atuou por muito tempo na área da Cultura e Turismo de São Sebastião.

Considerava-se um curioso, estudioso da vida e da história e fatos do cotidiano da cidade, mantendo o gosto de transmitir seus conhecimentos por artigos variados e sempre bem humorados. Em função disso e dos seus “inúmeros escritos”, surgiu o “Arquivo Implacável do Alvinho”, ao qual estudantes, pessoas ligadas à cultura e jornalistas, entre outros, recorriam para obter informações precisas sobre a cidade.

No ano passado, Alvinho, que se intitulava “Um caiçara nato e sensato”, teve a sua história contada na Revista Radar Litoral Especial São Sebastião 381 Anos.

Quem não conheceu o “caiçara nato e sensato”, como Alvinho se intitulava, certamente desconhece parte da história e da cultura caiçaras.



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